| Se você ainda não está apaixonado por Norman Reedus – que interpreta Daryl Dixon em The Walking Dead, prepare-se, e entre na fila. O ator e dono da produtora Big Bald Head tem uma imensa base de fãs. Ele fez aparições em vídeos musicais com R.E.M., Radiohead, Björk e Lady Gaga, foi modelo da Prada e trabalhou com incontáveis diretores há muito tempo. Ele também tem um exército de admiradoras – como as Reedusluts e Dixon’s Vixens – que ameaçaram rebelar-se se o personagem de Reedus morrer ou sair do show. Sim, as chances estão todas a favor deste astro multitalentoso, e por sua sobrevivência naquele mundo pós apocalíptico dominado por zumbis. |
Nesse show, que lembra Survivor, com a atmosfera de luta contra os mortos, Reedus oferece uma gravitação emocional. Uma bússola moral importante e um charme irresistível de bad boy. Ainda não está convencido? Leia a descrição de Reedus para Dixon, que pode ser totalmente aplicada ao próprio ator: “Ele está de coração aberto, realmente acredita no que diz. Ele é alguém tentando descobrir a si mesmo, sem se dar por conta de que já está fazendo isso.
Com a esperada season finale indo ao ar neste domingo, a ELLE.com conversou com Reedus sobre medos, paternidade e viver a vida ao máximo, ainda que somente em um drama da TV.
Idade: 44
Proveniência: Hollywood, Florida
Relacionamento: "Totalmente solteiro no momento, e adorando. "
Sobre suas performances cruas e de partir o coração: "Tem tudo a ver com meu pai. É onde eu me inspiro. No primeiro filme que—Floating—o diretor me perguntou como eu gostaria de me preparar para aquela cena emotiva. Eu nunca havia estado em um set antes e realmente não sabia do que ele estava falando. Então eu perguntei: “Quais são minhas opções?” As opções A, B ou C ou não funcionavam ou eu não queria tentar. Então eu pedi por um telefone celular e 15 minutos. Telefonei para meu pai. Tivemos uma conversa normal. Eu não contei a ele onde estava ou o que estava fazendo. Apenas conversamos. E quinze minutos depois eles vieram me buscar. A primeira vez em que fizemos a cena, eu chorei tanto que havia meleca saindo do meu nariz e não pudemos usar oaquela tomada. Mas me dei por conta que “Oh, é assim que funciona. Isso é real.” Então eu apenas tento interpretar da maneira mais real possível. E eu acho que eu já sou uma pessoa muito machucada, então é muito fácil me ferir [em cena] também.”
Sobre encontrar espaço para relaxar emocionalmente: "Sou uma dessas pessoas que pode assistir a um filme estúpido e chorar. Não importa. Pode ser um desenho animado. Não vou chorar como um bebê, mas eu vou ter uma lágrima rolando no rosto, ainda que não seja um filme ou uma cena triste.”
Sobre a mentalidade de sobrevivência de The Walking Dead: "É a realidade de se ter os zumbis, a doença e os sintomas. É mortalidade e a idéia de mortalidade. O relógio continua andando para todos nós no show. Todos estão infectados. Então, neste mundo você não pode ser indeciso em suas decisões, enquanto na vida real você pode. Voce nao pode simplesmente flutuar no éter e não ter nenhuma convicção. Voce tem que decidir rapidamente – “Quem sou eu? O que quero ser? Com quem quero estar? – e ser essa pessoa. Seu tempo é tão precioso.”
Sobre moldar o personagem Daryl e seu arco: "Houve scripts iniciais onde Daryl falava como seu irmão, dizia coisas racistas, engativas. E houve scripts em que ele se drogava – usava as drogas do irmão. Eu conversei com os escritores muito cedo e expliquei que não queria falar aquele tipo de coisa ou usar drogas. Queria que Daryl fosse realmente uma criança que cresceu em um lar racista e com drogas, mas não tinha orgulho disso e não queria ser assim.”
Sobre a hipótese de um encontro com Daryl: "Eu acho que nos daríamos muito bem. Daryl e eu somos muito parecidos em várias coisas, e diferentes em várias outras. Mas acho que nos daríamos bem. Provavelmente andaríamos de motocicleta em algum lugar."
Sobre os rumores de que ele é quem atrai as fãs femininas para The Walking Dead: "Acho que você está falando sobre o que Steven [Yeun] disse. Steven estava zoando. Ele é um cara sexy, e na verdade é quem está tendo um romance.”
Sobre as coisas das quais ele foge: "Oh, meu Deus, eu estou constantemente fugindo de tudo. Eu fujo de coisas diariamente. Eu fujo de relacionamentos. Eu fujo de responsabilidades. Com o sucesso do show surgiram responsabilidades das quais eu fujo. Por exemplo, a ideia de um talk show me apavora.
Sobre o que realmente o apavora: "Você já esteve em um daqueles encontros de pais e mestres, com várias mães e você ? Isso é apavorante. Eu estive em uma recentemente, sentado em uma sala com todas aquelas mães e eu. E alguém falava sobre como deveríamos estruturar o programa extra-escola, e eu estava tipo: “Ah!”
Sobre aquilo ao redor de qual ele gosta de gravitar: "Sou um desses caras que – à medida em que os relacionamentos e as coisas acontecem – se você sorrir para mim, eu vou dizer “Vamos namorar por três anos”, o que é ridículo. Com outras coisas, às vezes eu corro em direção a elas e então eu fico ‘Errr!’ e fujo para o outro lado. Mas, na maior parte das vezes, eu amo ser pai. Curto mesmo. Eu aproveito cada oportunidade que tenho. Ontem passei o dia no topo do Empire State Building com meu filho, Mingus. Eles nos deram um pequeno tour até bem no topo, o que, na verdade – para voltar à sua questão anterior – foi apavorante.”
Sobre o que ele aprendeu com seu filho, Mingus: "Paciência. Ele não se irrita com nada. Ele é tão calmo, tranquilo e centrado. Ele costumava ir ao meu quarto me acordar. Ele chegaria dizendo: ‘Acorde! Acorde!’ quando era mais novo. E eu diria: ‘Ah, mais cinco minutos.’ E então ele ficaria sentado ali, me olhando, e diria em um sussurro: ‘Eu amo você do tamanho do oceano.”E eu então diria: ‘Okay, eu vou levantar.”
Por Ashley Terril, 29 de Março de 2013
FONTE: http://www.elle.com/news/culture/norman-reedus-walking-dead-interview